moradora de Cruzeiro do Oeste, Fabiane Azevedo, vive um novo capítulo marcado pela esperança após iniciar um tratamento pioneiro com a substância Polilaminina, medicamento que vem sendo estudado como alternativa para recuperação de lesões medulares.

Fabiane ficou paraplégica após sobreviver a uma brutal tentativa de feminicídio ocorrida na noite de Natal de 2025. Desde então, sua história mobilizou familiares, amigos e a comunidade regional em uma corrente de apoio pela busca de tratamento e qualidade de vida.
O procedimento foi realizado com sucesso na última sexta-feira, 1º de maio, em Curitiba. A transferência da paciente contou com apoio da administração municipal de Cruzeiro do Oeste, através da Secretaria Municipal de Saúde e do setor de transporte, além do suporte da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná.
Segundo informações repassadas pela equipe médica, outros pacientes submetidos recentemente ao mesmo protocolo já apresentaram evolução significativa, incluindo a capacidade de permanecer em pé, o que aumenta a expectativa positiva em torno da recuperação de Fabiane.
Atualmente, ela segue em recuperação no quarto hospitalar, sem dores e demonstrando confiança no tratamento. A próxima etapa será a reabilitação intensiva, considerada fundamental para os avanços esperados.
Emocionada, Fabiane agradeceu o apoio recebido da população, da equipe médica e dos gestores públicos envolvidos no processo. Para familiares e amigos, a história dela tornou-se símbolo de superação e resistência.
O caso que chocou a região
A vida de Fabiane mudou drasticamente na noite de 25 de dezembro de 2025. Aos 32 anos, ela foi atacada pelo ex-companheiro dentro da própria residência, na frente dos três filhos pequenos.
Mesmo após solicitar medida protetiva devido a ameaças anteriores, ela foi surpreendida pelo agressor e sofreu mais de dez golpes de faca enquanto segurava no colo a filha de apenas um ano e meio.
O filho mais velho, de 11 anos, tentou defender a mãe e também ficou ferido durante o ataque. Uma das facadas atingiu a medula de Fabiane, causando a perda imediata dos movimentos das pernas.
Desde então, ela passou a depender da ajuda dos filhos, familiares e amigos para atividades básicas do dia a dia. A família também enfrenta dificuldades financeiras, sobrevivendo com benefício social enquanto tenta reconstruir a vida após a tragédia.
A Polilaminina, substância utilizada no tratamento, ainda está em fase de testes e aprovação junto à Anvisa, mas representa uma das principais esperanças para pacientes com lesões medulares graves.
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A expectativa da família agora é que o tratamento possa devolver parte dos movimentos e proporcionar mais autonomia e dignidade para Fabiane, que segue determinada a lutar pela própria recuperação.
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Via:Ilustrado.com
